sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Falsos idolos e divindades pagãs. (Êxodo 20.23)

 

Poste idolos era uma das formas 
que eles usavam para adoração.

A palavra de Deus nos ensina que esse idolos feitos por mãos umanas não deve ser adorado, pois é abominação ao Deus criador do céus e da terra.


1 - Baal (Hebraico: לַּע ַּב (A palavra “Baal” tem vários significados. Pode significar “Senhor”, “Proprietário”, “Mestre” e “Marido”. A palavra Baal pode ser usada tanto para humanos com certa autoridade quanto para divindades. Na verdade, Baal é um título (Senhor), assim como a palavra hebraica “Adonai” que também significa “Senhor” e era utilizada para se referir à divindade israelita Jeová. Provavelmente os israelitas escolheram chamar Jeová de “Senhor” usando a palavra “Adonai” justamente para diferenciar esta divindade (Jeová) das outras inúmeras divindades que também eram chamadas de “Senhor” só que usando a palavra “Baal”. Pode-se até inferir que em dado momento, o próprio Jeová tenha sido chamado/entendido como sendo “Baal”, uma vez que Jeová em Israel já fora identificado com a divindade canaanita El, e se apropriado de atributos que eram desta, como “Pai de todos os deuses” e “Pai dos homens”, etc.. Jeová também incorporou, posteriormente, elementos como “fertilidade”, “chuva”, “controle do tempo” que eram características de Baal Hadade. 


Imagen de Baal

2 - Baal Hadade Significa “Senhor Hadade” ou “Senhor da Tempestade”, era a divindade do trovão, da chuva e da fertilidade dos cananeus, similar à divindade Adad cultuada pelos Assírios e Babilônios. O nome Hadade era usualmente dado pelas pessoas aos seus filhos, como forma de oferecer proteção daquela divindade à eles (similar aos israelitas que colocavam o nome de Jeová no nome de seus filhos, por exemplo “Elias” - que significa “Meu Deus (ELI) é Jeová (YAHU)” – ELIYAHU). O nome Hadade não é citado isoladamente como uma divindade, mas encontra-se na Bíblia como um composto do nome de dois reis: BenHadade (que significa “Filho de Hadade”) e Hadedezer (que significa “Hadade é minha ajuda”). 1 Reis 15:18 – Bíblia ACRF Então Asa tomou toda a prata e ouro que ficaram nos tesouros da casa do Senhor, e os tesouros da casa do rei, e os entregou nas mãos de seus servos; e o rei Asa os enviou a Ben-Hadade, filho de Tabrimom, filho de Heziom, rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo: 1 Reis 15:18 Então Asa ajuntou a prata e o ouro que haviam sobrado no tesouro do templo do Senhor e do seu próprio palácio. Confiou tudo isso a alguns dos seus oficiais e os enviou a BenHadade, filho de Tabriom e neto de Heziom, rei da Síria, que governava em Damasco, Estela de Baal Hadade encontrada em Ugarit, Síria, 1400 AEC – Museu do Louvre- Paris.
 
3 - Baal Hadade-Rimom Significa “Senhor Hadade Trovejador”. A palavra Rimom em hebraico significa Romã. Os escribas judeus alteram a grafia desta divindade de “Ramán” = “Trovejador” para “Rimom” = ”Romã (fruta) ” propositadamente, como forma de menosprezar um deus estrangeiro. Na bíblia temos duas citações desta divindade, uma em que ela representa a própria divindade e outra em que ela representa um lugar (que recebeu tal nome em homenagem a este deus): Representando o deus Hadade-Rimom: 2 Reis 5:18 (NVI-PT) 18 Mas que o Senhor me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali, pois ele se apoia em meu braço. Que o Senhor perdoe o teu servo por isso”. Representando um lugar: Zacarias 12:11 (NVI-PT) 11.Naquele dia muitos chorarão em Jerusalém, como os que choraram em Hadade-Rimom no vale de Megido. 


4 - Baal Peor (Hebraico: בעל פעור(:” Senhor de Peor”. Peor era uma montanha localizada na região de Moabe (atual Jordânia). Não se sabe se este Baal era mais uma manifestação local da divindade Baal Hadade (ligada à fertilidade) ou outro deus específico da região (mais um deus chamado “Senhor”). Especula-se que Baal Peor seja outra designação de “Quemós”, a divindade nacional dos Moabitas. Números 25:3 (NVI-PT) 3 Assim Israel se juntou à adoração a Baal-Peor. E a ira do Senhor acendeu-se contra Israel. 

5 - Baal Berite Significa “Senhor da Aliança”. Segundo o livro de Juízes esta era a forma predominante de adoração no território de Israel, nesta época, principalmente na cidade de Siquém. A “Aliança” ao qual esse Baal se refere deve ser uma aliança entre cidades canaanitas (Siquem inclusive) ou a aliança feita por meio de tratados entre tribos (um exemplo é o “tratado” firmado por Siquém e Jacó em Genesis 34). Interessante que “Baal Berite” (Senhor da Aliança) parece ser equivalente à “El-Berite” (Deus da Aliança), outra divindade cultuada pelos canaanitas. Isso é uma evidencia que o nome “’El” (Deus) também era usado para tratar divindades cujo nome era “Baal”: Juízes 8 - (NVI-PT) 33 Logo depois que Gideão morreu, os israelitas voltaram a prostituir-se com os baalins, cultuando-os. Ergueram Baal-Berite como seu deus, e Baal-Berite e El-Berite são os mesmos deuses da cidade de Siquém, note: Juízes 9:3-4 - (NVI-PT) 3 Os irmãos de sua mãe repetiram tudo aos cidadãos de Siquém, e estes se mostraram propensos a seguir Abimeleque, pois disseram: “Ele é nosso irmão”. 4 Deram-lhe setenta peças de prata tiradas do templo de Baal-Berite, as quais Abimeleque usou para contratar alguns desocupados e vadios, que se tornaram seus seguidores. Juízes 9:46 Ao saberem disso, os cidadãos que estavam na torre de Siquém entraram na fortaleza do templo de El-Berite. 

6 - Baal-Hamom A origem desta divindade é incerta. O erudito bíblico Frank Moore Cross atribui sua origem à Montanha Amanus, na Síria. Inscrições encontradas na fenícia identificam um deus chamado “El-Hamom”, possivelmente Baal-Hamom e El-Hamom eram a mesma divindade. Este deus foi amplamente venerado na cidade de Cártago, no 5º século AEC. Na bíblia, Baal-Hamom é citado como um lugar onde o Rei Salomão possuía um vinhedo. Cânticos 8:11 - (NVI-PT) Salomão possuía uma vinha em Baal-Hamom; ele entregou a sua vinha a arrendatários. Cada um devia trazer pelos frutos da vinha doze quilos[a] de prata. Estátua de Baal-Hamom, Cártago - Bardo Museum na Tunísia. 

7 - Baal-Zefom (Hebraico: בעל צפון(: Significa “Senhor do Norte” ou “Senhor [da Montanha de] Zefon. A palavra “Zefon” em hebraico significa “norte”, por isso pode parecer ambíguo quando esta palavra se refere ao norte de algum lugar ou à montanha chamada “Zefon” (Norte) que fica na Síria. Baal Zefon provavelmente era mais uma forma em que era conhecido Baal Hadade, deus dos trovões. Na bíblia o nome Baal-Zefon é descrito como um lugar perto de onde os israelitas acamparam, durante a época do êxodo. Êxodo 14:2 – (NVI-PT) “Diga aos israelitas que mudem o rumo e acampem perto de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar. Acampem à beira-mar, defronte de Baal-Zefom. Segundo a mitologia dos cananeus de Ugarit na Síria, a montanha Zefon era lugar de morada dos deuses onde eles se reuniam em assembleias. Interessante que esta tradição é preservada no livro de Isaias na bíblia: Isaías 14:13 - (TNM) No que se refere a ti, disseste no teu coração: ‘Subirei aos céus. Enaltecerei o meu trono acima das estrelas de Deus* e assentar-me-ei no monte de reunião, nas partes mais remotas do norte*. Isaías 14:13 – (ACRF) E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Norte = Zefon. 

8 - Baal-Zebube (Hebraico: ל ַּע ַּב ובּב ְז (Significa literalmente “Senhor das Moscas”. Acredita-se que o nome original desta divindade seria “Baal-Zebel” (com a letra hebraica LAMEDE “ל “ no lugar da letra hebraica BETE “ב “no fim da palavra “Zeb-“) que significaria “Senhor Príncipe”. Os escribas judeus deliberadamente substituíram as letras como forma de menosprezar a divindade estrangeira. A palavra “Zebel- Baal” ou “Príncipe Baal” é encontrada nos textos de Ugarit, Síria, dando suporte a esta tese de adulteração de grafia feita pelos escribas judaicos. Baal-Zebube era um deus cultuado na cidade de Ecrom, que ficava na faixa de Gaza. Posteriormente, séculos depois no cristianismo, este deus foi equiparado ao Diabo como Belzebu. 2 Reis 1:2 - Nova Versão Internacional (NVI-PT) Certo dia, Acazias caiu da sacada do seu quarto no palácio de Samaria e ficou muito ferido. Então enviou mensageiros para consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom, para saber se ele se recuperaria. 

9 - El (Hebraico: אל (O Nome El significa literalmente “poderoso” na língua hebraica/canaanita. Na cultura de Ugarit, Síria, em 1400 AEC, ‘El era conhecido como o “pai dos deuses” e “pai do homem (no sentido de humanidade)”. Vestia um chapéu com dois chifres em associação ao Touro, símbolo de vigor, força e fertilidade. El era muitas vezes chamado de “O deus touro”. Não obstante várias vezes a bíblia faz associação de Jeová/El como sendo adorado por meio de imagens de touro. Veja esta tradição preservada na bíblia. Durante o êxodo do povo israelita, Arão fez uma imagem de ‘El (Deus) em forma de um touro: Imagem de El sentado em seu trono – Ugarit, Síria, 1400 AEC. Êxodo 32:4 - (TNM) 4 Ele tomou então [o ouro] das suas mãos e moldou-o com um buril, e passou a fazer dele uma estátua fundida de bezerro. E começaram* a dizer: “Este é o teu Deus,* ó Israel, que te fez subir da terra do Egito.” Durante o reinado de Jeroboão em Israel, foram feitas imagens de touros como forma de representação a El: 1 Reis 12:25 - (TNM) 28 Consequentemente, o rei tomou conselho e fez dois bezerros de ouro, e disse ao povo:* “É demais para vós subir a Jerusalém. Eis o teu Deus,* ó Israel, que te fez subir da terra do Egito.” Estátua de bronze de um bezerro encontrada na cidade canaanita de Biblos: Amplamente cultuado na cultura canaanita. El também era representado como sendo um homem velho, de barba e muito sábio. A palavra El também pode significar genericamente “deus” ou “divindade”, quando empregada para se referir à outros deuses diferentes do “‘El”, ou seja, os hebreus e canaanitas chamavam outros deuses de “poderosos”. A tradição de traduzir-se El por “Deus” iniciou-se com a elaboração da primeira tradução da bíblia para outro idioma, na Septuaginta, no 3º século AEC, em que os judeus escolheram a palavra grega “theos” para ser empregada. Perdeu-se então a essência restrita de que o nome significava (poderoso) para o sentido mais amplo e genérico do nome “deus”. O nome do deus pagão “El” aparece mais de 400 vezes na bíblia. O mesmo deus pagão era usado por quase todas as religiões do oriente médio e até por gregos e romanos com outro nome. “El” também aparece, principalmente em passagens poéticas e nas narrativas patriarcais atribuídos à fonte Sacerdotal da hipótese documental. Ela ocorre 217 vezes no texto massorético: 73 vezes nos Salmos e 55 vezes no Livro de Jó, e com outra forma principalmente em passagens poéticas ou passagens escritas em prosa elevada. “El” aparece ocasionalmente com o artigo definido como - hā'Ēl ' - o deus -. (por exemplo, em 2 Samuel 22: 31,33-48). 

10 - Anate Deusa da guerra dos cananeus. Na bíblia ela nunca é mencionada como deusa, e sim como nome de cidade. Juízes 3:31 - Nova Versão Internacional (NVI-PT) Depois de Eúde veio Sangar, filho de Anate, que matou seiscentos filisteus com uma aguilhada de bois. Ele também libertou Israel. 

11 - Aserá (Hebraico: ה ָר ֵׁשֲא (Deusa da Fertilidade e deusa Mãe. Esposa de El. Há grandes evidências que era cultuada junto a Jeová, pois Jeová e El eram encarados como mesma divindade pelos antigos Israelitas. (logo também era encarada como esposa de Jeová). O culto à Aserá envolvia adoração a postes de madeiras entalhados, que representavam uma figura feminina. Era também descrita como “Rainha dos Céus”. Aserá e Baal são deuses citados diversas vezes na bíblia. 1 Reis 18:19 - (NVI-PT) Agora convoque todo o povo de Israel para encontrar-se comigo no monte Carmelo. E traga os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem à mesa de Jezabel.” . Jeremias 44:15-18 - (NVI-PT) É certo que faremos tudo o que dissemos que faríamos — queimaremos incenso à Rainha dos Céus e derramaremos ofertas de bebidas para ela, tal como fazíamos, nós e nossos antepassados, nossos reis e nossos líderes, nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém. Naquela época tínhamos fartura de comida, éramos prósperos e nada sofríamos. Imagem de Aserá. 

12 - Astarte (Astarote): deusa da fertilidade, sexualidade e guerra. Seu culto era bem proeminente pelos cananeus. A deusa Astarte é ligada à deusa Ishtar dos assírios/babilônicos. 1 Reis 11:5 - (NVI-PT) Ele seguiu Astarote, a deusa dos sidônios. 

13 - Dagon (Hebraico: דגון(. Deus de origem Assírio-babilônico. Seu nome significa “grão”, por isso era associado à fertilidade. Um dos símbolos que o representavam era o peixe, como forma de multiplicação. Divindade também cultuada pelos Cananeus e Filisteus. 1 Samuel 5:2 - (NVI-PT) e a colocaram dentro do templo de Dagom, ao lado de sua estátua. Representação de Dagon. 


14 - Moloque (Hebreu: מלך(. A palavra Moloque é formada por três letras M-L-K que significa “Rei”. Provavelmente Moloque era originalmente pronunciado como “meleque” ou “melqui” (veja, por exemplo, nomes que levam M-L-K e se pronunciam meleque, como Abimeleque ou Melquisedeque). Os judeus quando traduziram a bíblia para o grego acrescentaram as vogais “o” e “e” na raiz semítica “M-L-K” como forma de zombar com o nome desta divindade (as vogais “o” e “e” vem da palavra “bosheth” que significa “vergonha”). Não é certo se o nome Moloque (Rei) era um título para um deus ou se era o próprio nome deste deus. Alguns especialistas apontam que Moloque era mais uma representação local do deus Baal, ou seja, o deus poderia ser conhecido como Moloque-Baal (Rei Senhor), mas não há grandes evidências disso. O culto a este deus era amplamente difundido em toda canaã, e aparentemente sacrifícios humanos estavam ligados à adoração desta divindade. Moloque era o principal deus dos Amonitas: 2 Reis 23:10 (NVI) Também profanou Tofete, que ficava no vale de Ben-Hinom, de modo que ninguém mais pudesse usá-lo para sacrificar seu filho ou sua filha a Moloque. 1 Reis 11:5 (NVI) Ele seguiu Astarote, a deusa dos sidônios, e Moloque, o repugnante deus dos amonitas. Moloque também era chamado de Milcom (M-L-K-M), veja: 2 Reis 23:13 - (João Ferreira de Almeida) O rei profanou também os altos que estavam ao oriente de Jerusalém, à direita do Monte de Corrupção, os quais Salomão, rei de Israel, edificara a Astarote, abominação dos sidônios, a Quemós, abominação dos moabitas, e a Milcom, abominação dos filhos de Amom. 

15 - Adrameleque Possível divindade solar, ligada a Moloque. Seu nome significa “Adar é Rei”. 

16 - Anameleque Possível divindade lunar, liga a Moloque e ao deus Assírio/Babilônico Anu, deus dos céus. Seu nome significa “Anu é rei”. 2 Reis 17:31 - (NVI-PT) 31 os aveus fizeram Nibaz e Tartaque; os sefarvitas queimavam seus filhos em sacrifício a Adrameleque e Anameleque, deuses de Sefarvaim. 

17 - Amon Deus da cidade egípcia de Tebas. Posteriormente foi incorporado ao deus Rá, tornando-se Amom-Rá. Jeremias 46:25 - (NVI-PT) O Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, diz: Castigarei Amom, deus de Tebas[a], o faraó, o Egito, seus deuses e seus reis, e também os que confiam no faraó. 

18 - Azazel Não há indícios firmes que Azazel tenha sido uma divindade canaanita anterior ao culto de Jeová pelos israelitas. Porém, em textos apócrifos como o Livro de Enoque (1 Enoque 10:8), Azazel é descrito como sendo um anjo que se rebelara contra deus. Levítico 16:6-10 - (NVI-PT) “Arão sacrificará o novilho como oferta pelo seu próprio pecado, para fazer propiciação por si mesmo e por sua família. 7 Depois pegará os dois bodes e os apresentará ao Senhor, à entrada da Tenda do Encontro. 8 E lançará sortes quanto aos dois bodes: uma para o Senhor e a outra para Azazel. 9 Arão trará o bode cuja sorte caiu para o Senhor e o sacrificará como oferta pelo pecado. 10 Mas o bode sobre o qual caiu a sorte para Azazel será apresentado vivo ao Senhor para fazer propiciação, e será enviado para Azazel no deserto. 

19 - Asima Deusa do Destino, Asima significa “O Nome” na língua dos semitas ocidentais. Esta divindade é ligada à deusa Shimti dos assírios/babilônios. 

20 - Sucote-Benote Divindade cujo nome significa “Tenda das filhas”. Nada se sabe sobre a natureza desta deusa. 

21 - Nergal Deus da guerra, da pestilência e do inframundo. Venerado pelos Assírios e Babilônios. 2 Reis 17:29 - (NVI-PT) No entanto, cada grupo fez seus próprios deuses nas diversas cidades em que moravam e os puseram nos altares idólatras que o povo de Samaria havia feito. 30 Os da Babilônia fizeram Sucote-Benote, os de Cuta fizeram Nergal e os de Hamate fizeram Asima. 

22 - Betel Significa “Casa de ‘El” ou “Casa de deus”. Betel era alguma divindade independente ou um aspecto de alguma outra divindade, possivelmente ‘El ou Baal. Um deus com o nome “Casa de deus” (Betel) é atestado em um documento datado do ano de 677 AEC, um tratado entre os reis Assaradão da Assíria e Baal I de Tiro, onde se lê: “Que Betel e Anat-Betel entreguem-no a um leão devorador de homens.” Inscrição K 3500 + K 4444 + K 10235 -British Museum No texto de Jeremias fica claro que Betel era um deus cultuado pelos israelitas, pois é colocado em paralelo com o deus “Camos” que era a divindade patrona dos Moabitas. Jeremias 48:13 - (NVI-PT) 13 Então Moabe se decepcionará com Camos, assim como Israel se decepcionou com Betel, em quem confiava. 

23 - Camos ou Quemós Divindade nacional da nação de Moabe (atual Jordânia). A origem de seu nome é incerta. Alguns historiadores afirmam que este deus estava ligado a Moloque, já que é indicado na bíblia que eram oferecidos sacrifícios humanos para pedir favor a Camos. 2 Reis 3:26-27 – (NVI-PT) Quando o rei de Moabe viu que estava perdendo a batalha, reuniu setecentos homens armados de espadas para forçar a passagem, para alcançar o rei de Edom, mas fracassou. 27 Então pegou seu filho mais velho, que devia sucedê-lo como rei, e o sacrificou sobre o muro da cidade. Isso trouxe grande ira contra Israel, de modo que eles se retiraram e voltaram para a sua própria terra. 1 Reis 11:7 - (NVI-PT) No monte que fica a leste de Jerusalém, Salomão construiu um altar para Camos, o repugnante deus de Moabe, e para Moloque, o repugnante deus dos amonitas. 

24 - Gade Deus semítico do Destino (Sorte). A palavra Gade significa “dividir” dando a ideia que o destino é “dividido” entre as pessoas. Traduzido na bíblia como “Sorte”: Isaías 65:11 - (TNM) “Mas vós sois os que abandonais a Jeová, os que vos esqueceis do meu santo monte, os que pondes em ordem uma mesa para o deus da Boa Sorte*. 

25 - Marduque (Bel) Marduque era a divindade patrona da cidade de Babilônia. Recebia o título de “Bel” que significa “Senhor” na língua dos babilônicos (similar a “Baal” dos hebreus). Seu nome significava “bezerro solar”. Jeremias 50:2 - (NVI) “Anunciem e proclamem entre as nações, ergam um sinal e proclamem; não escondam nada. Digam: ‘A Babilônia foi conquistada; Bel foi humilhado, Marduque está apavorado. As imagens da Babilônia estão humilhadas e seus ídolos apavorados’. Representação de Marduque extraída de um selo real. 

26 - Nebo (Hebraico נבו( Deus da sabedoria e de escrita dos assírios/babilônios. É filho do deus Marduque. A montanha onde Moisés foi supostamente enterrado leva o nome “Nebo” em homenagem à esta divindade. Nebo, se referindo ao deus babilônico: Isaías 46:1 - (NVI-PT) Bel se inclina, Nebo se abaixa; os seus ídolos são levados por animais de carga[a]. As imagens que são levadas por aí, são pesadas, um fardo para os exaustos. Nebo, se referindo monte que recebe o nome da divindade: Deuteronômio 32:49 - (NVI-PT) “Suba as montanhas de Abarim, até o monte Nebo, em Moabe, em frente de Jericó, e contemple Canaã, a terra que dou aos israelitas como propriedade. 50 Ali, na montanha que você tiver subido, você morrerá e será reunido aos seus antepassados, assim como o seu irmão Arão morreu no monte Hor e foi reunido aos seus antepassados. 

27 - Neustã Serpente de Bronze feita por Moisés (Números 21:4-9) e foi reverenciada como ídolo pelos israelitas. Provavelmente o nome deste ídolo não era “Neustã” pois esta palavra significa literalmente “pedaço de latão”. 2 Reis 18:4 - (NVI-PT) Removeu os altares idólatras, quebrou as colunas sagradas e derrubou os postes sagrados. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés havia feito, pois até aquela época os israelitas lhe queimavam incenso. Era chamada Neustã. 

28 - Nibaz Nada se sabe da origem desta divindade. Não há referências extra-bíblicas. A Tradição judaica preservada no Talmud diz que era um ídolo em forma de cachorro. 

29 - Tartaque Nada se sabe da origem desta divindade. Não há referências extra-bíblicas. A Tradição judaica preservada no Talmud diz que era um ídolo em forma de asno. 2 Reis 17:31 - (NVI-PT) 31 os aveus fizeram Nibaz e Tartaque ; os sefarvitas queimavam seus filhos em sacrifício a Adrameleque e Anameleque, deuses de Sefarvaim. 

30 - Nisroque Deus assírio da agricultura. Era um deus antropomórfico, corpo de homem e cabeça de águia. Era sempre representado carregando um cesto com água e uma esponja para regar as plantas. 2 Reis 19:37 - (NVI-PT) Certo dia, enquanto ele estava adorando no templo de seu deus Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer mataram-no à espada e fugiram para a terra de Ararate. Seu filho Esar-Hadom foi o seu sucessor. Réplica da Imagem de Nisroque – Palácio de Assurbanípal em Ninrode, Iraque. 

31 - (שחר) Shahar  Seu nome significa “amanhecer” ou “alvorada”, esta divindade é uma personificação feita pelos canaanitas deste fenômeno da natu reza. Em Ugarit, na Síria onde foram encontrados vários escritos sobre a religião dos cananeus, Shahar (Alvorada) era irmão gêmeo do deus Shalim (crepúsculo), ambos filhos de El. Os dois deuses eram representados pelo planeta Vênus. Na Bíblia a palavra “shahar” é empregada literalmente como “alvorada”. Alguns eruditos bíblicos afiram que os versos de Isaías 14:12 remontam à tradição antiga do deus canaanita Shahar: Isaías 14:12 - (NVI-PT) Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações! Imagem de cilindro Sírio-Hitita representando os dois deuses Shahar (alvorada) e Shalim (crepúsculo). 

32 - Tamuz Deus de origem suméria, patrono dos alimentos e da vegetação. Era mais uma divindade que representava o ciclo de Viver-Morrer-Ressuscitar. Um dos rituais de culto a este deus envolvia entoar “lamentações” e ficar de “luto” pela morte de Tamuz. Ezequiel 8:14-15 - (NVI-PT) Então ele me levou para a entrada da porta norte da casa do Senhor. Lá eu vi mulheres sentadas, chorando por Tamuz. 15 Ele me disse: “Você vê isso, filho do homem? Você verá práticas ainda mais repugnantes do que esta”.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Quem era Baal-Peor? (Deuteronômio 4.3)

 

(Ou Beelfeghor)

Baal de Peor era o baal do Monte Fogor ou Peor, uma montanha de Moabe. A ideia exata de baal parece ser “o possuidor”, aquele que mantém a dominação real (Lagrange, Religions Sémitiques, 83, 84); Assim, Baal de Peor era a divindade moabita que governava Fogor. Alguns o identificam com Kemosh (Chemosh), o deus nacional de Moabe, mas isso não é inteiramente verdade, uma vez que muitas localidades tinham suas divindades locais, aparentemente diferentes da mente popular. Geralmente, a fertilidade da terra e o aumento dos rebanhos eram atribuídos ao baal; Ele era adorado com oferendas dos produtos que dava e muitas vezes com práticas de atrevimento feitas em sua homenagem em seu santuário. Uma das grandes tarefas dos profetas foi erradicar este culto imoral do solo da Palestina.

Israel entrou em contato com Baal de Peor em Sittim, nas planícies de Moabe, sua última parada antes de entrar na terra de Canaã. Aqui muitos israelitas, como consequência da sua relação imoral com as mulheres de Moabe, participaram nos banquetes de sacrifício em honra do Baal de Peor por cujo crime foram punidos com a morte (Números 25). É comumente afirmado, em vista dos acontecimentos em Sitim e da natureza geral da adoração a Baal, que os ritos imorais faziam parte da adoração a esse deus; Embora o texto não afirme isto, o grande número de pessoas envolvidas e o facto de "o caso de Fogor" ser atribuído à instigação do seu vidente Balaão, parece indicar que estava relacionado com o culto de Baal de Peor (31, 16). Marucchi acredita que a sobrevivência do culto até meados do século II é atestada por uma inscrição dedicada por alguns soldados da Arábia (?) a Júpiter Beelfaro, a quem identifica com Baal de Peor. A prova é muito pequena, apenas a semelhança no nome. O terrível castigo infligido a Israel pelo pecado de Sittim é mencionado diversas vezes na Bíblia (1 Coríntios 10:8) o utiliza para dar um ensinamento.


sábado, 25 de janeiro de 2025

Ogue Rei de Basã (Deuteronômio 3.10-11)

 

Deuteronômio 3.10-11 relata a historia de um rei, o ultimo dos gigantes refains.

"10 Conquistamos todas as cidades do planalto, toda a Gileade, e também toda a Basã, até Salcá e Edrei, cidades do reino de Ogue, em Basã. 11 Ogue, rei de Basã, era o único sobrevivente dos refains. Sua cama era de ferro e tinha, pela medida comum, quatro metros de comprimento e um metro e oitenta centímetros de largura. Ela ainda está em Rabá dos amonitas. "

Bíblia Nova versão internacional (NVI-PT)

Ogue foi o rei de Basã, um antigo reino amorita, e o último rei dos refains, uma raça de gigantes. Ogue foi derrotado por Moisés e os israelitas na batalha de Edrei. 

O nome Ogue significa "gigantesco" em hebraico e árabe. 

O que se sabe sobre Ogue:

Ogue foi morto por Moisés e os israelitas na batalha de Edrei. 

Ogue era o único sobrevivente dos refains. 

A cama de Ogue era de ferro e media quatro metros de comprimento por um metro e oitenta de largura. 

A cama de Ogue está na cidade de Rabá, no país de Amom. 

Ogue foi derrotado na batalha de Edrei, que foi um momento crucial para a conquista da Terra Prometida. 

Ogue foi o rei de Basã (ou Bashan), uma região conhecida por sua grandeza. Ele era um gigante e é considerado o último rei da raça dos gigantes, conforme registrado em Deuteronômio 3:11. O nome ‘Ogue’ em hebraico (עוג) significa ‘gigantesco’, e em árabe (عوج) tem um significado semelhante.
Ogue foi derrotado por Moisés e pelos israelitas na batalha em Edrei, um momento crucial que demonstrou o poder de Deus e fortaleceu a confiança do povo na conquista da Terra Prometida.



Fonte: Novo Dicionario da Bíblia, edição Vida Nova.


terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Porque o sacerdote ficava com o couro do animal? (Levitico 7.8)

 



A história da oferta de holocausto que resultou em um sacerdote ficando com o couro do animal sacrificado

Na antiga cultura hebraica, os sacrifícios eram uma parte importante da adoração a Deus. Eram oferecidos em diferentes ocasiões, como para pedir perdão por pecados ou para agradecer a Deus por bênçãos recebidas. Um dos tipos de sacrifício era o holocausto, em que o animal inteiro era queimado no altar como oferta a Deus.

Levítico 7:8 é um versículo que descreve uma situação específica relacionada ao holocausto. Ele diz que, se um sacerdote oferecesse um holocausto em nome de alguém, ele ficaria com o couro do animal sacrificado. O couro era uma parte valiosa do animal, que poderia ser usado para fazer roupas, sapatos e outros itens.

Essa referência bíblica faz parte do livro de Levítico, que contém muitas leis e instruções para os sacerdotes e o povo de Israel. O objetivo dessas leis era manter a santidade e a pureza do povo de Deus, e garantir que as ofertas e sacrifícios fossem feitos de acordo com as normas estabelecidas.

No contexto do versículo, podemos imaginar um sacerdote oferecendo um holocausto em nome de alguém que precisava pedir perdão a Deus por algum pecado. O sacerdote escolheria um animal sem defeito, como um cordeiro ou um boi, e o sacrificaria no altar do templo. Depois que o animal fosse queimado, o sacerdote ficaria com o couro como uma espécie de recompensa pelo seu trabalho.

Embora possa parecer estranho para nós hoje em dia, na cultura antiga o couro era um item valioso e útil. Além disso, o sacerdote era responsável por muitas tarefas no templo, incluindo a realização de sacrifícios e ofertas. Por isso, o fato de ele ficar com o couro do animal sacrificado era uma forma de compensação pelo seu trabalho.

No entanto, é importante lembrar que o sacrifício em si era muito mais importante do que o couro ou qualquer outra recompensa material. Era uma forma de adoração a Deus e uma maneira de buscar a sua graça e perdão. O couro era apenas um detalhe secundário na história, que nos ajuda a entender um pouco mais sobre a cultura e as práticas religiosas da época.

Conclusão:

Em resumo, Levítico 7:8 é um versículo que nos lembra da importância dos sacrifícios na cultura hebraica antiga, e da recompensa que os sacerdotes recebiam por seu trabalho. Embora possa parecer estranho para nós hoje em dia, é uma parte importante da história bíblica e nos ajuda a entender melhor a cultura e as práticas religiosas da época.

Fonte: https://bibliadivina.com.br/levitico-7-8

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Corvo não é Urubu? (Mateus 24.28 e Lucas 12.24)

 O urubu e o corvo são aves diferentes, mas ambos são carnívoros.

São de famílias diferentes, mas têm a alimentação carniceira em comum. O corvo ainda pode ter uma alimentação mais variada, mas com o urubu é só carniça mesmo.



Corvos

Lucas 12.24, na Bíblia versão Linguagem de hoje (NTLH).

“24 Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves?”

Os corvos são aves da família Corvidae, conhecidas por sua inteligência e habilidades de resolução de problemas. Eles são geralmente menores do que os urubus, com penas negras e brilhantes. Os corvos possuem um bico forte e curvo, usado para se alimentar de frutas, sementes, insetos e pequenos animais. Além disso, essas aves têm uma cauda longa e afilada.







Urubus

Mateus 24.28, na Bíblia versão linguagem de hoje (NTLH).

“28 — Onde estiver o corpo de um morto, aí se ajuntarão os urubus.”

Os urubus, por sua vez, são aves da família Cathartidae, conhecidas por sua dieta necrófaga. Eles são animais grandes e imponentes, com plumagem predominantemente preta. Os urubus possuem uma envergadura de asas maior do que a dos corvos, além de terem uma crista na base do pescoço e uma cabeça sem pena. Essas características fazem com que os urubus sejam facilmente reconhecíveis.


Diferenças comportamentais:

Enquanto os corvos são conhecidos por sua inteligência e habilidades de resolução de problemas, os urubus são considerados mais oportunistas. Os corvos são aves altamente sociáveis, que formam grandes grupos e compartilham informações entre si. Já os urubus são mais solitários e preferem se alimentar em pequenos grupos ou individualmente.

Outra diferença comportamental entre essas espécies é o fato de que os corvos são aves barulhentas, com vocalizações variadas que são usadas para se comunicar com outros membros da espécie. Já os urubus são aves muito silenciosas, emitindo apenas alguns sons guturais e grunhidos.

Para um estudo mais aprofundado visite o site:

https://www.wikiaves.com.br/