sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

OS TERAFINS

Ídolos do Lar

Os povos da antiguidade eram muito apegados com os terafins.
Quem tivesse a posse dos terafins, garantiria para si, a herança da família. Era como uma escritura de propriedade, uma garantia de herança. Era uma “documentação” importante em assuntos de partilha de bens. Além disso, de acordo com antigos códigos de leis sumerianos, os terafins eram uma espécie de certificado de propriedade que alguém precisava para firmar-se dono de uma terra. Caso os ídolos fossem parar nas mãos de outra pessoa, essa se tornava automaticamente a proprietária dos terrenos que eles demarcavam. Por serem pequenos, poderiam facilmente ser roubados e cabia ao dono o cuidado de guarda-los para não ser lesado. Os terafins eram queridos pelo povo para consulta: “Pois o rei de Babilônia está parado na encruzilhada, no princípio dos dois caminhos, para fazer adivinhações; ele sacode as flechas, consulta os terafins, atenta para o fígado” (Ezequiel 21:22 – Almeida Revisada Imprensa Bíblica).

UM CASO ESPECÍFICO: PENATES

Eram conhecidos entre os romanos e etruscos como penates (deuses protetores do lar).
Os penates eram “deuses” responsáveis pelo bem-estar e prosperidade das famílias.
O próprio nome penates vem da palavra penus (dispensa).
Os bens e a dispensa da família eram consagrados a ele.
Os chefes de família eram os sacerdotes dos penates de sua própria casa.
A eles eram oferecidas suas partes nas refeições diárias.
Cada família romana adorava dois penates e quando uma família viajava, transportava consigo os seus penates. Os penates não tinham nomes individuais, sendo conhecidos pelo nome genérico penates. Eles estavam associados aos Lares, outra espécie de divindade doméstica romana.
No altar doméstico, a imagem do Lar era colocada entre as imagens dos dois penates.
No final do Império Romano, os penates eram colocados atrás da porta de entrada da casa e uma vela ou lamparina ficava queimando diante das imagens.
Nas festividades especiais romanas, nos aniversários, casamentos e retornos seguros de viagens, as imagens recebiam coroas e lhes eram oferecidos bolos, mel, vinho, incenso e às vezes um porco.
Assim como as famílias, o Estado romano também tinha seus penates públicos.

Observação: Sabemos que tudo isso vai contra os mandamentos de Deus, por isso os Cristãos não usa isso como amuleto ou seja o que for. By Pr. Fernando.
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